Cultura, moda e floresta em pé: Economia criativa gera quase 7 vezes mais retorno para cada R$ 1 investido e movimenta renda na Amazônia
Biojoias são o carro-chefe da Da Tribu: feitas de biomateriais, as criações de Kátia Fagundes são vendidas em todo o Brasil e para o exterior Lula Fonseca Enquanto o Pará segue entre os estados brasileiros com maiores índices de desmatamento e emissões de gases de efeito estufa do país, iniciativas ligadas à cultura, à moda sustentável e aos saberes tradicionais vêm apontando caminhos de geração de renda baseados na floresta em pé. Em diferentes territórios paraenses, artistas ribeirinhos, mulheres extrativistas e empreendedores indígenas têm transformado conhecimentos ancestrais em trabalho, renda e preservação cultural. Dados divulgados pelo Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) mostram que o Pará liderou o ranking brasileiro de emissões brutas de gases de efeito estufa em 2024, com cerca de 278 milhões de toneladas de CO₂ equivalente emitidas no período. Grande parte dessas emissões está ligada ao desmatamento e às mudanças no uso da terra. Levantamentos recentes do MapBiomas também apontam que o estado segue entre os mais pressionados pela degradação ambiental e pela perda de vegetação nativa na Amazônia Legal. Nesse cenário, pesquisadores e especialistas vêm defendendo o fortalecimento da economia criativa e da bioeconomia amazônica como alternativas capazes de gerar renda sem ampliar a pressão sobre a floresta. Levantamento da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) aponta que a economia criativa no Pará gerou um impacto econômico estimado em R$ 1,2 bilhão em 2022, quando foi divulgado o estudo. O valor não se refere ao faturamento direto do setor, mas ao efeito multiplicador dos investimentos públicos na área. “O valor não se refere ao faturamento direto do setor, mas ao efeito multiplicador dos investimentos públicos na área, que consideram a capacidade de retorno da atividade na economia local”, explica o levantamento. Segundo o estudo, cada R$ 1 investido em iniciativas da economia criativa ge...
Original source: G1 Brazil