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Classificação dos EUA sobre CV e PCC pode ameaçar soberania e impactar empresas brasileiras, dizem especialistas

BR · · G1 Brazil

Especialistas em segurança pública analisam decisão do governo americano de classificar PCC e CV como organizações terroristas internacionais O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (28) que vai classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida entra em vigor em 5 de junho. Segundo especialistas, a classificação amplia a capacidade de atuação de órgãos americanos, como o Pentágono e a CIA, facilitando a destinação de recursos e justificativas para operações mais assertivas, inclusive de forma unilateral. Há, ainda, preocupações sobre impactos econômicos e financeiros em empresas, além de possíveis tensões diplomáticas e riscos à soberania brasileira, em cenário semelhante ao observado na relação entre EUA e México no combate ao narcotráfico. 'Marcola não vai perder uma noite de sono' Ainda na avaliação dos especialistas, a classificação não afeta em nada as facções e pode até ajudá-las, em vez de combatê-las. O coordenador do Atlas da Violência, Daniel Cerqueira, explicou que já existem protocolos de troca de informações entre a Polícia Federal Brasileira e o FBI e outros órgãos americanos, como o Departamento de Repressão às Drogas. Agora, CIA não irá mais compartilhar informações com as autoridades brasileiras. "Marcola não vai perder uma noite de sono com isso. O PCC e o CV vão continuar fazendo negócios. A pessoa que está no mundo do crime está disposto a correr riscos", disse Cerqueira ao g1. Vladimir Aras, professor de direito internacional público da Universidade de Brasília (UnB), complementa: “Dar um rótulo nem sempre muda o remédio. É o caso do Talibã no Afeganistão. Os fatos mostram que um país invadido por duas potências tem o governo mais virulento do planeta. Nem uma guerra resolveu. Então, o rótulo numa lista tampouco terá efeito concreto contra o PCC e o CV”, disse ao g1. Na avaliação do analista de relações internacionais Oliver Stuenkel, em vez...