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Funcionário do Google é acusado de usar dados internos e ganhar US$ 1 milhão com apostas

BR · · G1 Brazil

Logotipo do Google EPA Um funcionário do Google foi preso por supostamente usar seu acesso a informações internas da empresa para fazer apostas lucrativas com sucesso na plataforma de mercado de previsão Polymarket. O procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York disse que indiciou o engenheiro do Google Michele Spagnuolo de violar as leis de abuso de informação privilegiada por causa de várias apostas que ele fez por meio da plataforma. Embora Spagnuolo seja um cidadão italiano que vive na Suíça, ele foi detido na quarta-feira (27/05) e levado perante um juiz federal em Nova York. Spagnuolo supostamente usou informações às quais teve acesso antecipado por meio de seu trabalho no Google, com sede nos EUA, para fazer apostas que lhe renderam ganhos de US$ 1,2 milhão (cerca de R$ 6 milhões). Uma porta-voz do Google disse que a empresa está "colaborando com as autoridades em sua investigação" e que o funcionário foi colocado em licença. A informação interna que teria sido utilizada consistia em material de marketing acessado "usando uma ferramenta disponível para todos os funcionários, mas usar essas informações confidenciais para fazer apostas é uma violação grave de nossas políticas", acrescentou. Um porta-voz da Polymarket disse que a plataforma "trabalhou em estreita colaboração" com as autoridades na investigação. Agora no g1 "A negociação em blockchain é transparente, rastreável, e agentes mal-intencionados deixam rastros", acrescentou o porta-voz. Blockchain é uma espécie de registro digital aplicado às criptomoedas, que são a única forma de pagamento que a Polymarket aceita. A Procuradoria dos EUA trabalhou com o Federal Bureau of Investigation (FBI, a polícia federal americana) na prisão de Spagnuolo. Ele foi solto mediante fiança de US$ 2,25 milhões, de acordo com a ABC News. Embora Spagnuolo supostamente tenha usado o nome de usuário AlphaRaccoon na Polymarket e suas apostas tenham sido feitas com criptomoedas de várias contas, o FBI disse ter detec...