Operação Carbono Oculto: segunda fase mira novo esquema de lavagem de dinheiro com fintechs e 'máfia do nafta'
Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo. Divulgação/MP-SP O grupo de atuação e combate ao crime organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal realizam na manhã desta quinta-feira (28) uma nova fase da Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do PCC no setor de combustíveis. A ação cumpre 55 mandados de busca e apreensão em quatro estados: São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Esta fase da operação tem como foco revelar que, mesmo após a deflagração da Carbono Oculto, em agosto de 2025, a organização criminosa continuou agindo para lavar dinheiro, adulterar combustíveis e sonegar impostos. Os principais alvos são empresários, operadores logísticos e laranjas, todos integrados ao que a investigação chamou de “organização criminosa estruturada”, que continuou atuando mesmo após operações policiais anteriores (como a Carbono Oculto), evidenciando persistência e alto grau de organização. Agora no g1 O grupo passou, por exemplo, a concentrar movimentações de dezenas de postos para tentar despistar fiscalização e as investigações. Em um dos casos, as operações de 56 postos de combustíveis eram feitas em uma única conta. Além disso, os alvos migraram, nos últimos meses, recursos entre várias fintechs e usaram novas empresas para substituir antigas já expostas. A investigação mostrou que o esquema, liderado por Mohamad Hussein Mourad (o "Primo") e Roberto Augusto Leme da Silva (o "Beto Louco") manteve - mesmo após a deflagração da Carbono Oculto - a lavagem de dinheiro por meio de fintechs, alterando empresas e quadros societários para continuar ocultando patrimônio da adulteração de combustíveis e sonegação de impostos, e mantendo conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva estão foragidos desde agosto de 2025, mas em decorrência da Operação Tank, deflagrada pela Polícia Federal no mesmo dia da Carbono ...
Original source: G1 Brazil