Quanta comida você deve colocar no prato?
O tamanho das porções começou a aumentar nos EUA nos anos 1980. GETTY IMAGES via BBC Refrigerantes gigantes, hambúrgueres maiores, pratos cada vez mais cheios. Nos últimos 50 anos, o tamanho das porções aumentou continuamente em algumas partes do mundo, junto com os índices de obesidade. Mas, diante das tentações oferecidas pela indústria alimentícia, como manter uma alimentação saudável e evitar comer em excesso? Essa mudança se tornou particularmente evidente nos Estados Unidos, onde o tamanho das porções começou a crescer nos anos 1980, um processo impulsionado pelo aumento das refeições fora de casa e pela concorrência entre restaurantes. "Se uma empresa — uma rede de massas, por exemplo — vendesse um prato pequeno de macarrão e outra oferecesse uma porção maior, as pessoas tenderiam a escolher a opção maior", afirmou Lisa Young, da Universidade de Nova York, nos EUA, ao programa The Food Chain. VEJA TAMBÉM: Feijão é sinônimo de indigestão? "A comida também era muito, muito barata. E quando a comida é barata, é vantajoso para o fabricante oferecer o dobro da quantidade e cobrar só um pouco mais. O consumidor acha que está fazendo um bom negócio, e a empresa ganha mais dinheiro", explicou Young. Essas tendências também se repetem em países em desenvolvimento como o Brasil, disse a especialista em comportamento alimentar Marle Alvarenga, da Universidade de São Paulo, no Brasil. "Isso acontece principalmente com alimentos embalados e ultraprocessados. Não vemos porções maiores de arroz e feijão ou de peixe com farinha, que fazem parte da nossa alimentação tradicional", explicou Alvarenga. Para Young, da Universidade de Nova York, o fenômeno está ligado sobretudo à americanização do sistema alimentar. "À medida que os alimentos tipicamente americanos, como os do McDonald's ou determinadas barras de chocolate, chegam a outros países, os tamanhos das porções também aumentam. Quando você consome ultraprocessados, acaba ingerindo 500 calorias extras", disse Young. Po...
Original source: G1 Brazil