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‘Vai ter criança, sim’, afirma presidente da Parada LGBT+ sobre projeto de lei que proíbe menores no evento em SP

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Coletiva de imprensa da 30ª Parada LGBT+ de SP, com a presença de Nelson Matias, presidente da associação organizadora do evento, e a drag queen Tchaka LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO O presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, Nelson Matias, criticou nesta terça-feira (26), durante coletiva de imprensa, o projeto de lei aprovado em primeira votação pela Câmara Municipal que proíbe a presença de crianças e adolescentes na Parada LGBT+ e afirmou que “vai ter criança, sim” no evento. A Parada, que celebra 30 anos em 2026, será realizada no dia 7 de junho, na Avenida Paulista, a partir das 10h. Com foco nas eleições, a organização definiu como tema desta edição: “A rua convoca, a urna confirma”. “Hoje, mais do que nunca, precisamos lembrar: não existe orgulho sem democracia. Se o golpe tivesse dado certo, a gente não estaria aqui. Não existe democracia verdadeira sem participação popular nem sem a população LGBT”, afirmou Matias. No último dia 23, a Câmara Municipal aprovou, em primeira votação, o projeto de lei nº 50/2025, de autoria do vereador Rubinho Nunes (União Brasil). Símbolo LGBT, leque ocupa a Paulista na parada: 'Para espantar a homofobia do ar' O texto determina que eventos com temática LGBTQIA+ sejam realizados apenas em espaços fechados e com controle de entrada, proibindo a ocupação de vias públicas. O projeto também prevê classificação indicativa para maiores de 18 anos e multas de até R$ 1 milhão em caso de descumprimento. Advogados ouvidos pelo g1 classificam a proposta como inconstitucional e preconceituosa. Para Nelson Matias, a Parada vai além da celebração. “A Parada nunca foi construída como um grande evento. É um ato de resistência, espaço de defesa da democracia e dos direitos humanos”, afirmou. Segundo estimativa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a Parada deve movimentar R$ 466,2 milhões na economia paulistana neste ano. O valor representa queda de 15% em relação a 2025, quando o evento injetou...