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Cara a cara com serpentes: os bastidores de quem fotografa alguns dos animais mais temidos

BR · · G1 Brazil

Ao longo dos anos, a profissão já levou Ramon a 22 estados brasileiros Ramon Cavalcanti Há quem saia para a mata em busca de aves raras, outros preferem observar primatas ou grandes felinos. Mas o biólogo e herpetólogo Ramon Cavalcanti escolheu um grupo de animais que ainda desperta medo em muita gente: as serpentes. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp E garante que, na maior parte do tempo, elas estão muito mais interessadas em fugir do que atacar. “Procurar serpentes é aceitar a imprevisibilidade”, resume Ramon, que atua na área de consultoria ambiental e participa de estudos de impacto ambiental em diferentes regiões do Brasil. Cascavel (Crotalus durissus) Ramon Cavalcanti No trabalho de campo, ele precisa registrar o maior número possível de espécies de serpentes encontradas em uma área. A fotografia começou como ferramenta técnica, necessária para documentar os dados das campanhas ambientais, mas acabou se tornando também um hobby. Ao longo dos anos, a profissão já o levou a 22 estados brasileiros, principalmente pela Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. Jiboia arco-íris (Epicrates cenchria) Ramon Cavalcanti VIU ISSO? Marsupial escondido há milhões de anos é descoberto em fragmentos da Mata Atlântica no RJ A teia invisível: como uma rede de fungos conecta e mantém viva a flora do Cerrado Cerrado: a 'floresta invertida' que guarda o segredo das águas e do clima no subsolo Muito além do susto Ao contrário do que muita gente imagina, encontrar uma serpente na natureza raramente significa viver uma cena de confronto. Segundo Ramon, experiência e observação ajudam a entender os hábitos de cada espécie, os ambientes onde costumam aparecer e até os sinais de comportamento antes de qualquer aproximação. Sucuri (Eunectes murinus) Ramon Cavalcanti “Você aprende quais microhábitats observar, horários mais favoráveis e como determinadas espécies reagem. Mas ainda assim encontrar serpentes continua sendo algo extremamente imprevisível. Acho q...