'Júpiter quente': cientistas descobrem exoplaneta com 'manhãs nubladas' e tardes sem nuvens
Nuvens de ferro fundido em um exoplaneta gasoso ESO/M. Kornmesser, CC BY O Universo volta a nos surpreender com um fenômeno meteorológico tão familiar quanto estranho: um planeta gigante fora do Sistema Solar parece ter manhãs nubladas e tardes claras. A diferença é que, nesse caso, não estamos falando de brisas suaves nem de chuvas passageiras, mas de temperaturas extremas e ventos supersônicos em um mundo gasoso abrasado por sua estrela. A descoberta, publicada na revista Science e realizada com o telescópio espacial James Webb (JWST), traz uma das imagens mais detalhadas até agora de como funcionam as atmosferas de exoplanetas gigantes. Além disso, ela ajuda a resolver um antigo debate da astronomia moderna: de que são realmente feitas as névoas (hazes) e nuvens que envolvem esses mundos? Um “Júpiter quente” com duas faces O protagonista do estudo é WASP-94A b, um exoplaneta de um tipo conhecido como “Júpiter quente”: um gigante gasoso semelhante a Júpiter, mas orbitando extremamente perto de sua estrela. Essa proximidade faz com que um ano lá dure apenas alguns dias terrestres e que o planeta esteja em trava de maré, ou seja, sempre mostrando a mesma face para o seu sol, assim como acontece com a Lua em relação à Terra. Desta forma, um hemisfério do exoplaneta permanece eternamente iluminado, enquanto o outro fica em constante escuridão. Entre ambos, existe uma faixa de transição, chamada “terminador”, onde os astrônomos podem estudar a atmosfera observando como a luz da estrela atravessa suas camadas gasosas durante um trânsito planetário. E foi precisamente dali que apareceu a surpresa. As observações do JWST revelaram uma diferença muito clara entre o lado matinal e o lado vespertino do planeta. Na região onde amanhece, predominam nuvens densas que atenuam os sinais espectrais do vapor de água. Em contrapartida, na zona onde anoitece, a atmosfera parece muito mais limpa e transparente. Agora no g1 Ciclo meteorológico mais extremo que se imagina A explicaçã...
Original source: G1 Brazil