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Estudo valida tecnologia brasileira inovadora para monitorar pacientes neurocríticos em UTIs

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Estudo valida tecnologia brasileira inovadora para monitorar pacientes neurocríticos em UTIs Adobe Stock Um dos grandes desafios da medicina intensiva, praticada em UTIs, é determinar qual é o nível de pressão arterial adequado para pacientes com lesões cerebrais graves. Um estudo recente demonstrou, pela primeira vez, que é possível identificar esse valor de forma não invasiva – utilizando sensores externos – e com precisão equivalente ao método considerado referência (o chamado padrão-ouro). A descoberta abre caminho para um manejo individualizado e mais seguro de pacientes neurocríticos, sem a necessidade de procedimentos cirúrgicos. A circulação sanguínea cerebral possui mecanismos próprios de ajuste, de acordo com suas necessidades. Na presença de certas doenças agudas ou crônicas, esses mecanismos ficam comprometidos, levando a uma dissociação entre a pressão arterial no corpo (sistêmica) e a cerebral. Com isso, o médico não consegue saber exatamente quais níveis de pressão arterial estão adequados a cada paciente para garantir fluxo sanguíneo suficiente para o cérebro. O estudo recém-concluído foi realizado com dados retrospectivos de pacientes no Brasil, Portugal e Estados Unidos. Meus colegas e eu analisamos informações obtidas em prontuários, exames ou bancos de dados para avaliar o desempenho do novo método não invasivo em comparação com a monitorização invasiva, considerada a principal referência. A concordância entre os métodos indicaria um caminho para monitorar o cérebro sem recorrer a uma cirurgia – e foi o que observamos. O resultado demonstrou que é possível usar com sucesso um sensor externo para orientar o tratamento individualizado de pacientes com lesões cerebrais graves. Nossa pesquisa foi publicada em abril na revista Critical Care, do grupo Springer Nature, uma das referências mundiais em medicina intensiva. Agora no g1 Para chegar a essa conclusão, meus colegas e eu trabalhamos com uma base de dados que reuniu 114 pacientes com patolog...