Barbeiro especializado em crianças neurodivergentes vira referência e fatura R$ 70 mil por mês
De corte difícil a experiência acolhedora: barbeiro cria salão para crianças autistas Cortar o cabelo pode ser um desafio para muitas crianças. O barulho das máquinas, o uso de tesouras e o tempo prolongado sentado costumam transformar um momento simples em uma experiência desconfortável – especialmente para crianças neurodivergentes. Em um salão na cidade de Mauá, na região do ABC paulista, no entanto, essa lógica foi invertida. O corte deixou de ser apenas um serviço e passou a ser um processo de acolhimento, respeito ao tempo de cada criança e adaptação às suas necessidades. À frente do negócio está o barbeiro Renan Santana, que se especializou no atendimento infantil e em crianças com autismo, síndrome de Down e outras condições. “Aqui é um espaço que acolhe a criança no âmbito geral”, afirma. Filho de profissionais da área da beleza, Renan cresceu entre tesouras e maquininhas. Chegou a iniciar uma faculdade de engenharia, mas foi na barbearia que encontrou seu propósito. Ao começar a atender crianças, percebeu uma demanda pouco explorada e passou a desenvolver um atendimento mais humanizado. Com o tempo, virou referência na região e passou a atrair famílias em busca de um ambiente preparado para lidar com dificuldades sensoriais. A aposta no público infantil evoluiu para um nicho ainda mais específico: crianças neurodivergentes. A decisão veio ao perceber que poucos profissionais atuavam nessa área, enquanto a procura por seu trabalho aumentava. “Se você resolve uma dor, existe um mercado”, resume. Hoje, o salão tem faturamento médio mensal de cerca de R$ 70 mil. O crescimento ganhou impulso com as redes sociais. Um vídeo de atendimento a uma criança que não aceitava cortar o cabelo viralizou e alcançou milhões de visualizações. A repercussão trouxe uma alta demanda e ampliou a visibilidade do negócio. O espaço também foi adaptado para reduzir estímulos que possam gerar desconforto. Espelhos não ficam à frente das crianças durante o corte, e o ambiente co...
Original source: G1 Brazil