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Tenda de tratamento de Ebola é incendiada novamente no Congo, e pacientes suspeitos fogem de centro de saúde

BR · · G1 Brazil

Um funcionário da limpeza urbana da prefeitura de Bunia pulveriza cloro para desinfetar o mercado central, enquanto a província de Ituri continua a combater um surto de Ebola AP/Moses Sawasawa Uma tenda usada no tratamento de pacientes com Ebola foi incendiada pela segunda vez em menos de uma semana no leste da República Democrática do Congo, em meio ao avanço de um surto da variante Bundibugyo, uma forma rara do vírus para a qual não há vacina aprovada. Segundo autoridades locais, o ataque aconteceu na noite de sexta-feira (22), na cidade de Mongbwalu, considerada o epicentro do surto. Homens não identificados atearam fogo à estrutura montada pela organização humanitária Médicos Sem Fronteiras, usada para atender casos suspeitos e confirmados da doença. Com o incêndio, 18 pessoas com suspeita de infecção fugiram da unidade de saúde e desapareceram na comunidade, informou o diretor do Hospital Geral de Referência de Mongbwalu, Richard Lokudi. “Condenamos veementemente este ato, porque ele provocou pânico entre os profissionais de saúde e resultou na fuga de casos suspeitos para a comunidade”, afirmou o médico à agência Associated Press. O episódio ocorre um dia após outro centro de tratamento, na cidade de Rwampara, também ter sido incendiado. Segundo relatos locais, o ataque aconteceu depois que familiares foram impedidos de recuperar o corpo de um morador morto pela doença. Cientistas de Oxford desenvolvem vacina contra o novo surto de Ebola Corpos de vítimas de Ebola podem continuar altamente contagiosos após a morte, especialmente durante rituais funerários e preparação para enterros. Por isso, em surtos da doença, autoridades sanitárias costumam restringir velórios tradicionais e realizar sepultamentos controlados, medida que frequentemente gera tensão com comunidades locais. Neste sábado (23), enterros de pacientes ocorreram sob forte esquema de segurança em Rwampara. Equipes da Cruz Vermelha relataram resistência de moradores durante as operações. “Ao cheg...