Vacina britânica contra Ebola pode ficar pronta para testes em meses
Cientistas de Oxford desenvolvem vacina contra o novo surto de Ebola Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, estão desenvolvendo uma nova vacina contra o vírus Ebola que deve ficar pronta para testes clínicos em dois a três meses e pode ajudar a enfrentar a atual emergência sanitária. O surto em curso, concentrado na República Democrática do Congo, já registrou 750 casos suspeitos e 177 mortes. Responsável pelo atual avanço dos casos, a variante Bundibugyo do Ebola é rara e ainda não possui vacinas validadas em testes. Ela mata cerca de um terço das pessoas infectadas. Mesmo assim, os cientistas de Oxford afirmam trabalhar em ritmo acelerado caso o surto saia de controle e a vacina experimental precise ser utilizada. Não há confirmação de que o imunizante funcione. Ainda serão necessários testes em animais e testes clínicos em humanos para confirmar a sua eficácia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o risco do atual surto de Ebola de "alto" para "muito alto" na República Democrática do Congo. O surto em curso, concentrado na República Democrática do Congo, já registrou 750 casos suspeitos e 177 mortes Getty Images/BBC Segundo a OMS, o risco também passou a ser considerado alto na região afetada pelo surto, embora permaneça baixo em nível internacional. A atualização do status do surto ocorreu depois de a OMS declarar, no último domingo (17/05), emergência de saúde pública de interesse internacional, ressaltando que o surto não configura uma pandemia (situação em que uma doença infecciosa ameaça muitas pessoas ao redor do mundo simultaneamente, como ocorreu com a Covid-19). Uma outra vacina experimental contra a Bundibugyo também está em desenvolvimento, mas a previsão é que leve entre seis e nove meses para ficar pronta para testes. BBC A vacina que está sendo desenvolvida em Oxford usa a mesma tecnologia trabalhada pela equipe durante a pandemia de Covid-19. Trata-se de uma tecnologia altamente adaptável, conhecida como ChAdOx1, que pode ...
Original source: G1 Brazil