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Lagartos assexuados, nascimentos 'virgens' e clones: as espécies do reino animal que só tem fêmeas

BR · · G1 Brazil

O pequeno peixe da Amazônia se reproduz de forma assexuada e desafia teoria de extinção da espécie. Reuters Pode parecer estranho, mas o molinésia-amazona, um peixe que vive em rios, lagos e pântanos do México e do Texas, forma populações compostas 100% por fêmeas. Em 1932, a espécie se tornou o primeiro vertebrado conhecido a se reproduzir por clonagem, gerando apenas descendentes fêmeas. Agora, um novo estudo genético trouxe pistas sobre como e por que isso acontece. Na população humana, a proporção de mulheres gira em torno de 50%. Alguns países fogem um pouco dessa média, como Maldivas, com 38% de mulheres, e Moldávia, com 54%. Essas diferenças, porém, costumam ser explicadas por imigração e emigração masculina. No reino animal, as diferenças podem ser muito maiores. Em populações do pássaro borrelho-de-coleira-interrompida, nas quais os machos cuidam dos filhotes, apenas 14% são fêmeas. Já entre tartarugas-marinhas, cujo sexo é definido pela temperatura, mais de 75% podem ser fêmeas. 🔍 A maioria dos animais se reproduz sexualmente, com a fusão de espermatozoide e óvulo para formar um embrião. Nesse processo, chamado recombinação, o material genético dos pais é misturado aleatoriamente, aumentando a diversidade genética e as chances de sobrevivência da espécie em ambientes que mudam. Agora no g1 Mas o molinésia-amazona se reproduz de forma assexuada, sem mistura genética. Isso reduz a diversidade e torna a população mais vulnerável. Se um peixe for suscetível a uma doença, todos podem ser. Há outro problema em ser geneticamente idêntico: espécies assexuadas tendem a acumular mutações prejudiciais. O fenômeno, conhecido como “catraca de Muller”, prevê que clones deveriam desaparecer em menos de 10 mil anos. Apesar disso, o molinésia-amazona — um híbrido originado do cruzamento entre uma fêmea da espécie molinésia-do-atlântico e um macho molinésia-de-vela — existe há mais de 100 mil anos. Segundo o novo estudo, o segredo pode estar em um processo chamado conver...